Diário da Serra

Corte para IFMT de Tangará da Serra chega a R$ 323 mil

Rodrigo Soares / Redação DS 16/05/2019 Educação

Instituição conta com R$ 551 mil por ano para manutenção

Instituição atende atualmente 400 alunos

Corte para IFMT de Tangará da Serra chega a R$ 323 mil

Após o Ministério da Educação anunciar o bloqueio de verbas das instituições de ensino federais, o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) está preocupado com a situação e busca de forma emergencial uma readequação para manter o funcionamento. No campus de Tangará da Serra o bloqueio também gera preocupação na comunidade escolar, sendo que o corte deverá impactar diretamente no orçamento para manutenção das atividades.


De acordo com o diretor do IFMT de Tangará da Serra, Gilcélio Peres, o gasto para custeio regular da instituição é de aproximadamente R$834.727,00, porém com o bloqueio de 38% na fonte de funcionamento do ensino, restam apenas R$ 511 mil no ano, o que representa um corte que pode chegar a R$ 323 mil.


“Nosso orçamento regular sem bloqueio já não é suficiente. Para fechar o ano, quando chega em meados de outubro, a reitoria nos manda recurso extra complementar. Acontece que o recurso da reitoria também sofreu bloqueio”, explicou o diretor, ao destacar que, se caso o bloqueio promovido pelo Governo Federal se manter, o funcionamento da instituição poderá ser encerrado no segundo semestre desse ano. “Se o bloqueio se manter, corremos sim o risco de parar as atividades em outubro”, enfatizou Gilcélio.


Outra preocupação do instituto instalado em Tangará da Serra, que atualmente atende cerca de 400 alunos, é em relação ao valor já gasto nesse ano para manutenção. Levando em consideração que o bloqueio foi determinado no final de abril e que já foram gastos R$ 350 mil dos agora R$ 511 mil disponíveis para Tangará, a instituição conta somente com R$ 165.500,00 para se manter nos próximos sete meses. “Por isso que se o bloqueio continuar, a gente não fecha o ano”, reforçou Gilcélio à reportagem do Diário da Serra, bastante preocupado com a situação.


“A gente espera que o contingenciamento seja revisto”, afirma Gilcélio

“Acho que o governo vai acabar recuando. Espero e estou na torcida pelo desbloqueio desse  contingenciamento, até porque é bloqueio temporário que pode ser desfeito”, afirma o diretor do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), campus Tangará da Serra, Gilcélio Peres. Segundo ele, o desbloqueio ou revisão dos cortes seriam as únicas saídas para que a unidade possa garantir o funcionamento.


Atualmente, o IFMT de Tangará da Serra conta com três cursos  técnicos integrados ao Ensino Médio e um curso superior. A programação é também ofertar um curso de formação continuada, prevista para iniciar em julho, tendo como público-alvo índios Paresi.


“A gente espera que o contingenciamento seja revisto e que o governo ouça a sociedade. Somos uma instituição que colabora muito com a Educação do nosso país”. Vale lembrar que na  última quarta-feira, profissionais do IFMT de Tangará aderiram ao movimento de Educação e foram às ruas. “A direção foi notificada pelo sindicato de que os servidores de Tangará, em assembleia sindical, resolveram aderir ao movimento e fazer um dia de greve. Diante disso, eu fiz comunicado aos alunos de que no dia não haveria aula por causa da paralisação dos servidores. O campus estava parado sem aula e os alunos não vieram aqui. Quem foi pra rua, saiu de casa e foi por conta”, concluiu.
 



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