Diário da Serra

Dilmar critica gestões passadas por problemas na Educação e é ‘lembrado’ que foi líder de Taques

Olhar Direto 21/03/2019 Política
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Líder do governo Mauro Mendes (DEM), o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM) criticou gestões passadas ao defender as medidas tomadas pelo atual governador neste começo de mandato para reorganizar as finanças do Paiaguás. A fala do democrata foi uma resposta ao colega Lúdio Cabral (PT), que criticou o início da atual administração. Dilmar disparou contra o PT, que cuidou da Secretaria de Educação no Estado durante o governo Silval Barbosa, e também alfinetou a gestão Pedro Taques (PSDB), que segundo ele, não recuperou nenhuma escola.

 

Como resposta, Lúdio prometeu encaminhar para a Assembleia Legislativa um balanço completo da gestão da ex-secretária de Educação Rosa Neide (PT) à frente da pasta. O petista ainda fez questão de lembrar que está há poucos dias no parlamento estadual, ao contrário de Dal Bosco, que foi líder do governo Pedro Taques. “Com todo respeito, estou deputado há 40 e poucos dias. O senhor é um deputado hábil, articulador, tem sido líder de governo sucessivos. Como o senhor citou meu partido, vou entrar em contato com a Rosa Neide para trazer um balanço do que foi na gestão dela”, prometeu o petista.


 
Tudo começou quando Lúdio Cabral criticou o fato de o governo Mendes manter isenções fiscais, mas cortar gastos em áreas tidas como essenciais por falta de recurso. Na sua argumentação, Lúdio chegou a dizer que o governo abre mão de arrecadar valor que supera o orçamento da pasta de Educação. Dilmar, logo na sequência, lembrou que Mendes acaba de assumir o comando do Paiaguás e teve coragem de tomar medidas de austeridade para que o Estado volte a ter dinheiro para investimento. A situação crítica da Educação em MT, segundo Dilmar, é fruto das gestões PT, durante o governo Silval, e da administração Pedro Taques.


 
“Eu fico impressionado às vezes em ver o discurso que nós usamos e muitas vezes nos esquecemos do passado”, criticou Dilmar. Ele sustenta que aprendeu com o pai a não esquecer a história e afirmou que o partido de Lúdio Cabral deixou o país quebrado, após consecutivas gestões. No caso de Mato Grosso, destacou que o PT comandou a Seduc durante toda a gestão Silval Barbosa. “Nenhuma obra da Educação foi feita na gestão da Secretaria de Educação onde estava a secretária Rosa Neide no governo Silval. Aponte uma sala de aula feita pelo PT quando geria a Seduc. Onde fez uma nova sala de aula ou uma escola no governo do Silval?”, desafiou.


 
“Veio o governo Pedro Taques, nenhuma escola recuperada, nenhuma e nenhuma sala de aula nova. A ‘[escola de] lata’ que está ai foi feita no governo passado”, completou. De acordo com Dilmar, Mendes só tem 2 meses e 20 dias no mandato e não pode ser responsabilizado pela situação precária de algumas escolas. O líder de Mauro ainda aproveitou para fazer uma defesa do setor do agronegócio. Ao citar as mudanças feitas no Fethab neste ano, sustentou que os produtores foram “sacrificados” no momento em que faltou dinheiro. “Não esqueça que vocês estavam no governo que passou. Mauro Mendes teve coragem de tomar medidas para diminuir a máquina pública para ter dinheiro para investimento”, completou.
 
Ao falar do governo Taques, Dilmar também rebatia também o deputado estadual Wilson Santos (PSDB), que pediu espaço de fala durante o discurso de Lúdio para corroborar parte das críticas que o petista fazia. Wilson afirmou que ainda está muito cedo para falar que a gestão Mendes parece “envelhecida”, mas questionou a política de incentivos fiscais. O tucano é presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga renúncias e sonegações.


 
“O debate é: que modelo de desenvolvimento interessa a esse Estado”, argumentou Wilson. “Eu ainda não assino embaixo do que o deputado Lúdio disse que o governo já está velho; ainda não, mas governador, não dá para o senhor continuar concedendo centenas de milhões de reais de incentivos para a Ambev, para a Cervejaria Petrópolis e não ter porta na privada de algumas escolas de Mato Grosso onde as crianças têm que fazer necessidades fisiológicas no mato. É um absurdo”, completou o tucano.

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