Diário da Serra

Hospital Regional de Barra do Bugres recebe ‘sacola de pedras’ como doação

Lucélia Andrade/Redação DS 14/03/2019 Geral

Com situação precária, hospital pode estar com os dias contados

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Uma página na rede social intitulada como ‘Barra On Line’, publicou uma foto referente a uma doação de pedras, que teria sido feita ao Hospital Regional de Barra do Bugres.

 

Na foto, aparece imagens das pedras dentro de uma sacola enroladas a um pano, com a legenda: “Em meio as doações que foram feitas ao hospital, uma pessoa desumana mandou esse saco de pedras. Essa pessoa se esquece que existe a lei do retorno e quando a conta chega, ela vem amarga”.

 

A publicação gerou revolta dos internautas que reagiram com comentários repudiando a atitude de quem fez a ‘doação’. “Meu Deus, quanta ignorância. Ninguém é obrigado a ajudar. As pessoas ajudam porque sabem o valor desse hospital para sociedade barrabugrense”, diz um dos comentários.

 

“É uma pena que está nessa situação [hospital]. Não quero defender político nenhum pois não gosto de política, mas já trabalhei muitos anos no hospital e sei das dificuldades. Esse tipo de brincadeira não se faz até porque o dia de amanhã pertence a Deus”, falou um seguidor em uma das postagem.

 

Outra seguidora da página, chegou a dizer que acredita que o ato tenha sido feito pela mesma senhora que foi até o serviço de seu esposo entregar uma sacola de pedra como presente ele. “Acredito que ela deva ter problemas mentais, pois é estranho dar uma sacola de pedra como presente”, relata.

Não é novidade a situação que enfrenta o Hospital Regional de Barra do Bugres. Conforme divulgado recentemente pelo DS, o hospital, responsável por atender pacientes de 11 municípios de toda região médio norte, pode estar os dias contados.

 

Isso porque, além da falta de repasses para pagamento de funcionários, a unidade hospitalar também sofre com a falta de verba para quitar os fornecedores.  Suprimentos hospitalares básicos para a continuidade dos atendimentos estão em falta no Hospital Regional. 

 

Médicos estão sem receber desde outubro e os demais funcionários desde dezembro. Falta desde alimentação e medicamento à materiais de limpeza.

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