Acidentes com crianças aumentam 25% durante as férias

Assessoria 10/01/2019 Geral

Um período em que é preciso redobrar a atenção com as crianças

Em terra firme também é preciso redobrar a atenção

Estima-se que no Brasil ocorrem cerca de 200 mil acidentes domésticos com crianças, como queimaduras, quedas e afogamento. Entretanto, nas férias escolares este índice aumenta em 25%. Por isso, apesar da alegria de desfrutar as férias, trata-se de um período em que é preciso redobrar a atenção com as crianças.


Segundo a neuropediatra Andrea Weinmann, existem diversos perigos que podem passar despercebidos pelos pais. “As quedas são bem preocupantes, principalmente se a criança tiver um traumatismo cranioencefálico. Na ânsia de se divertir, a criança pode se descuidar e escorregar em pisos de piscinas, por exemplo”. “Além disso, os pais devem ficar atentos a azulejos quebrados, ralos ou pedras soltas em piscinas. Nem todos os hotéis, clubes e pousadas fazem a manutenção correta das áreas de lazer. Com isso, há risco de cortes, quedas e acidentes com ralos nas piscinas”, cita Andrea.


A neuropediatra lembra ainda da importância de prevenir os afogamentos. “Quando o afogamento não é fatal, pode levar à falta de oxigênio no cérebro, deixando sequelas importantes, como a paralisia cerebral”.


Outro cuidado fundamental é prevenir que a criança salte ou pule em águas escuras, sem visibilidade, perto de pedras ou em águas rasas. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC), os mergulhos durante a temporada de verão representam a segunda causa de lesão na medula no Brasil. As lesões afetam principalmente crianças e jovens adultos.


Apesar das piscinas, cachoeiras e rios serem locais com um alto risco de acidentes, em terra firme também é preciso redobrar a atenção. “Assim, cabe aos pais supervisionar as brincadeiras, principalmente aquelas que envolvem patins, bicicletas, skate ou patinetes. O ideal é comprar um kit de proteção, com capacete, joelheira e cotoveleira. Lembrando ainda de levar as crianças em locais adequados para o uso destes brinquedos”, reforça a neuropediatra.

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