Denúncia revela suposta prática de cartel

Rosi Oliveira / Redação DS 10/07/2018 Geral
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Na tarde de segunda-feira, dia 09, foi protocolada na Câmara de Vereadores, uma denúncia anônima, que traz como principal justificativa a formação de prática de cartel ou conluio em Licitações Públicas, que segundo o Denunciante, também foi encaminhada ao Ministério Público.
Tal suspeita foi levantada após no ano de 2017, o Denunciante assim como os Denunciados terem participado do Pregão Presencial 080/2017 para contratação de serviços de limpeza em Tangará da Serra.
Segundo narrativas expressas na denúncia,  houveram três chamadas, uma vez que as duas anteriores foram alvo de Mandado de Segurança com suspensão devido a irregularidades.
Quando da realização da terceira chamada, de acordo com a denúncia, percebeu-se uma estreita amizade entre dois dos participantes, que representavam a Global Service EIRELI e Compacta Service EIRELI-ME, fato que acabou fazendo com que o Denunciante fosse investigar as empresas.
Na narrativa, vários pontos são elencados e um deles é de que as duas empresas seriam na verdade de um único dono, Gilmar Gonçalves da Silva e que participariam sempre de licitações, oferendo dupla oportunidade  de vitória, fato pelo qual se vislumbra, segundo o Denunciante, cartel ou conluio.
O Denunciante afirma ainda, que a prática já acontece há anos no Município que nada fez contra, e  foi levada a outros municípios onde as empresas concorrem.
Procurados pelo Diário da Serra, Gilmar se manifestou e disse que é amparado pela lei. “O Tribunal de Contas da União tem reiterados acórdãos onde diz que empresas ainda que tenham sócios em comum como é o caso, podem participar. Tem acórdãos bem recentes. Isso é a mais alta corte que diz isso, não sou eu”, destacou Gonçalves.
Já a representante da Global Service EIRELI, não quis se manifestar e disse que somente o fará dentro do processo.

 

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